Ele dizia ter nascido em Champs Elisie, mas na verdade era Campos Elísios, capital paulista, onde passou sua infância e parte da juventude na rua Helvétia. Estudou no Liceu Coração de Jesus da Rede Salesiana de Educação, até hoje no mesmo bairro de São Paulo. Foi sócio do Clube de Regatas Tietê onde praticou remo (1940) e da Associação Atlética Palmeiras, mais tarde Sociedade esportiva Palmeiras. Foi um torcedor apaixonado.
Em 1944, Ubirajara Brasil Berna de Chiara, com apenas 17 anos, foi internado no Sanatório Dória para tratar de tuberculose. Recuperado, decidiu ficar em SJC onde começou a trabalhar como locutor da primeira estação de retransmissão e de serviços de auto-falantes que existiu no centro da cidade, entre as ruas Sebastião Humel e XV de Novembro, a PL1, onde criou o programa ¨correio elegante¨.
Em fevereiro de 1946 ajudou na fundação da Rádio Clube. Também, participou da fundação e trabalhou na Rádio Liberdade de Guaratinguetá. Em 1950 foi o único locutor esportivo do Vale do Paraíba a narrar a Copa do Mundo de futebol pela Rádio Mantiqueira de Cruzeiro. Viúvo, em 1953, foi trabalhar na Rádio Bandeirantes de SP integrando a equipe esportiva de Fiori Giglioti. Em 1955 voltou a SJC onde tornou a trabalhar na Rádio Clube por longos 40 anos. Trabalhou também no Jornal Valeparaibano que pertencia ao Grupo Bandeirantes, na época Cadeia Verde Amarela de Rádio.
Casou-se com Irene Faria e teve três filhos: Sheila Cristina, Ubirajara Filho e Lídia. Conheceu e conviveu com os netos: Raphael, Leticia, Alessandra, Irene, Aline, Janaina e Sabrina. Não conheceu Fabrício e Flávia.

 

A nova Radio Clube mudou-se para a avenida Mário Galvão em 1967 onde continuou a promover os programas: ¨Clube dos maiorais¨, ¨Clube mirim¨, ¨Telefone pedindo bis¨, ¨Bagunça elevada ao cubo ¨, ¨ Jornal das Sete¨, ¨Jornal Volkswagen¨ e muitos outros que o tornaram conhecido no mundo radiofônico e jornalístico, como combativo e perseguidor da verdade.
Ubirajara Brasil Berna de Chiara trabalhou também na Rádio Piratininga, Jornal Diário de São José e Jornal Agora. Dedicou sua vida ao jornalismo. Em 1972 aposentou-se e fundou sua própria empresa de publicidade e sonorização, a Representason Ubirajara Brasil, que permaneceu ativa até seu falecimento em 1982.

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