Imagine acordar diariamente com o nascer do sol para ordenhar, preparar a terra, plantar, cuidar, regar e esperar o momento certo de colher. Um processo longo que exige paciência e dedicação. Esta é a vida do produtor rural. Seu trabalho é fundamental para garantir alimento à mesa da população e o desenvolvimento nacional.
Graças à dedicação do produtor rural, o Brasil segue firme na posição de grande produtor agrícola. Este resultado é prova da determinação de um povo que não se deixa abalar com as intempéries do clima. Faça chuva ou faça sol, ele estará lá tomando conta de sua produção.
João Justo Pereira nasceu em Itajubá-MG, e logo cedo transferiu moradia para Guaratinguetá sendo criado pelos avós e tios já que seus pais faleceram quando ainda era menino. Tornou-se produtor rural da pecuária leiteira sendo um dos fundadores da Cooperativa Paulista de Laticínios – Leite Paulista.
Em 1936 casou-se com Alzira Vieira Pereira com quem teve quatro filhos, dois homens e duas mulheres, e logo em seguida, adquiriu uma propriedade rural em São José dos Campos para onde se mudou. Aqui, se filiou e contribuiu para o crescimento da Cooperativa de Laticínios de São José dos Campos, depois Cooper, onde permaneceu té seus últimos dias de vida.
Na década de 70, quando Sérgio Sobral de Oliveira era prefeito da cidade, João Justo Pereira foi eleito vereador por um mandato tendo participado de muitas ações sociais, tendo prestado serviços e apoio à Santa Casa de Misericórdia, Irmãs Imaculada e o Rotary Clube onde teve participação ativa durante anos.

Além de produtor rural, João Justo Pereira, mais conhecido como João Carioca, era um perfeito poeta. Criador de centenas de frases e poesias, deixou para seu filho Benê Vieira muito de seus escritos. ¨Não deixe para hoje o que você pode fazer amanhã¨, é uma delas. Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos…
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim… do companheirismo vivido… Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre…

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