A história da Marca Parahyba começa em São Jose dos Campos, no ano de 1925, pelas mãos de Olívio Gomes, pai de Severo Gomes. Olívio trabalhava para imigrantes portugueses e juntos abriram uma tecelagem. Devido às dificuldades de adaptação ao clima e à cultura brasileira, os imigrantes decidiram voltar para a Europa, deixando a tecelagem totalmente nas mãos de Olívio, que deu à empresa o nome de Tecelagem Parahyba. A empresa cresceu e tornou-se a grande marca “Cobertores Parahyba”, eternizada pela clássica propaganda dos anos 60, muito lembrada pelo jingle “já é hora de dormir”.
Um dos funcionários que viveu a época de ouro e viu a decadência da empresa foi Antônio Profício que trabalhou 33 anos na Tecelagem Parahyba, começando como auxiliar de escritório até chegar a diretor de Recursos Humanos. ¨O problema da Parahyba foi administrativo. Péssima gestão que levou a empresa a falência¨, diz Profício que explica: ¨Quando o Dr. Clemente gerenciava, a empresa tinha fôlego financeiro e produtivo. Num dado momento outros familiares assumiram e ao invés de investirem na modernização de seu parque industrial, começaram a comprar terras, gado e cavalos. Com maquinários obsoletos, perderam a competitividade, sendo que poderíamos ser até hoje uma potência textil da América Latina.¨


Antônio Profício nasceu em Paraisópolis – MG e chegou em São José dos Campos com 3 anos de idade. Seu pai veio trabalhar no antigo Rhodosá. Começou a trabalhar com 14 anos vendendo cocada e pamonha e aos 17 anos serviu no CTA. Formou-se em direito pela Univap – Universidade do Vale do Paraíba.
É Conselheiro Vitalício da Associação Atlética Santana e presidente da AD Parahyba onde mantém escolinhas de futebol com mais de 300 crianças e outras atividades esportivas e de lazer.
Sempre morando na região norte da cidade, sugere que o poder público poderia desapropriar o antigo campo da Rhodia e construir um ginásio de esportes no local. É assessor político e atualmente trabalha na Secretária de Esportes do Município.

Parahyba
A marca Cobertores Parahyba, uma das mais conhecidas em todo o Brasil, é mantida hoje no mercado por uma cooperativa de funcionários. Afundada em dívidas, a fábrica da Tecelagem Parahyba encerrou suas atividades em dezembro de 1993, depois de 70 anos de funcionamento em São José dos Campos (SP). A solução encontrada na época pelos proprietários da empresa, sindicatos da categoria e funcionários foi dar início a um processo de autogestão. Atualmente, a companhia é gerida pela Coopertêxtil, em 1999.

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