Nascido em São José dos Campos, em Santana – 1953, na primavera. Filho de Vicente Pereira de Castro e Anita Ferreira Castro . Meu pai era comerciante. Sou terceiro filho de uma prole de sete irmãos. Sempre fui uma pessoa ativa. Comecei a estudar na Escola Paroquial “Olivo Gomes”, antiga escola das irmãs (idealizada pelo padre Luiz).
Presenciei quando garoto o fogo consumir dois comércios em momentos diferentes em nosso bairro, mas tendo a felicidade de ver sair das cinzas a Fênix e serem reconstruídos tudo novamente.
Como meu pai, era comerciante. Aprendi com ele o espírito empreendedor, nos momentos em que não estava trabalhando no comércio, eu saia com a minha caixa de isopor vendendo sorvetes, engraxando sapatos (cheguei até engraxar para a família do Senador Severo Gomes), tinha a minha horta para o consumo da nossa família e o excedente (que era muito) vendia para a pensão da Dona Vanda.
Estudei no Colégio Estadual “Maria Luiza Guimarães Medeiros”. Em 1967, vendo a catástrofe de Caraguá, saí pelo nosso bairro junto ao demais amigos a buscar donativos as pessoas daquela cidade, aonde posteriormente enviamos. Participei de diversos eventos com as crianças de creche (carentes) e asilos, com donativos e até mesmo disponibilizando o nosso tempo para dar um momento de felicidade a estas pessoas.


Aonde hoje é o SENAI, foi nosso campo de futebol, brincadeiras, brigas e idealizações de nossos sonhos com os amigos de infância.
Tinha um senhor de idade chamado Sr. Joaquim, que passava com um peruzinho vendendo carambola e como sempre adorei frutas, eu trocava bolachas com ele pelas carambolas.
Em 1964, no dia que aconteceu a “Intervenção Militar” em nosso país, eu estava com dez anos, vi chegar a noite, armamentos como nunca tinha visto no Batalhão da Policia Militar que ficava em Santana ao lado da nossa casa. Isto me deixou muito apreensivo, mas graças a Deus, não foi necessário usar contra o cidadão de bem.
No ginásio por ser ativo, a matéria matemática, eu pegava como um passe de mágica, disponibilizava o meu tempo (a tarde ou a noite) à ajudar os meus amigos da escola a aprenderem de uma forma simples e até mesmo a passarem de ano escolar.


Em 1972, servi no Exército Brasileiro em Caçapava; participei de diversas ações de buscas de terroristas, mas sem sucesso. Pensei até em seguir carreira militar, mas desisti. Voltei para nossa cidade, trabalhando com meu pai. Fui estudar no Colégio Comercial “Olavo Bilac”, formando em técnico contabilista. Exerci a função em diversas empresas, sendo uma desta dos meus professores. Em seguida fui estudar na Universidade de Taubaté o curso de Ciências Contábeis. Íamos de ônibus da Pássaro Marrom, acordava as cinco horas da manhã e chegava a meia noite todos dias e durante o dia trabalhava. Como íamos de pé no ônibus, para passar o tempo ficávamos cantando e fazendo brincadeiras.
Participei da instalação de uma fábrica de gás industrial e entreposto comercial aqui em São José, na época chamava Brasox.
Como sempre, desejei algo mais na minha vida. Fui para São Paulo fazer curso de pós graduação, ao mesmo tempo trabalhar e lecionar na Universidade da Cidade de São Paulo. Mas como meu espírito era comerciante, após dois anos, abandonei tudo e voltei para nossa cidade, para trabalhar no comércio com meu pai e meus irmãos. Posteriormente, visualizando um novo ramo, fundei com meus irmãos, uma Distribuidora de Bebidas na Vila São Geraldo e um atacado em Santana, hoje gerenciada pelo meu irmão Arley.


Torcedor fanático na época da juventude pelo São José, pegava relatórios contábeis que eram inutilizados, transformava em confetes e levava para jogar no momento que o São José fizesse gol; acompanhava o time pela região quando jogava fora, em uma destas quase morri em Guaratinguetá. Fomos em uma caravana de 500 ônibus disponibilizado pelo prefeito Bevilacqua.
Um momento marcante, foi quando minhas filhas estudavam no SESI (creche, fundamental, primário e ginásio) ao longo de quatorze anos. Participei ativamente como voluntário e contributivo; realizamos festas juninas, dias das crianças, natalinas, 500 anos do descobrimento do Brasil, etc. E para cada momento eu me caracterizava para o evento, muito me recordam como Papai Noel.
O carnaval sempre foi uma paixão em minha vida, gostava na época do carnaval visitar todos os salões, pular um pouco em cada um (Estrela D’Alva, SESC, Rhodia, Associação Esportiva, Tênis, Luso, Santa Rita, etc.) sempre trajando fantasia. Em uma destas, no SESC, eu fantasiado de pirata, conheci uma odalisca, minha Diva e esposa: Solange, motivo de eu estar aqui e que me presenteou com duas filhas lindas e maravilhosas, AMANDA e ALANA.
Depois de muitas lutas, só tenho à agradecer a DEUS por tudo aquilo que fiz e pelo que sou. Acreditando que ainda há muitas realizações a serem feitas.

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