Sou nascido em Guaratinguetá, terra do Conselheiro Rodrigues Alves, do primeiro médico a realizar um transplante de coração no Brasil, o doutor Zerbini e do santo brasileiro, Frei Galvão¨. É assim que se apresenta Alfredo Gonçalves da Silva, filho de um português com mineira.
Alfredo conta que seu pai, português de Braga, era caminhoneiro e trabalhava para a Casa Mathias do Rio de Janeiro. Ninguém o conhecia pelo nome de batismo, e sim por Mathias. Um dia bateu o caminhão na Via Dutra e quase morreu. Foi atendido na emergência do Hospital de Guaratinguetá, e ali recebeu cuidados de uma enfermeira que mais tarde se tornou sua esposa e mãe de Alfredo.


Viveu por cinco anos em Guará, depois foi para Cruzeiro e retornou a ¨terra das garças¨ para concluir o ginásio técnico já que seu sonho era vir à São José dos Campos para trabalhar na General Motors.
Um dia conseguiu uma carona, e de posse de uma bicicleta, veio à SJC. Era o ano de 1969. Convidado para fazer um teste na Eaton, lá foi ele com sua bicicleta, e fez o teste, mas quando voltou ¨achei duas bicicletas¨, brinca com o fato de terem roubado sua ¨magrelinha¨ na porta da empresa.
Foi aprovado, trabalhou algum tempo na Eaton e logo após foi realizar o sonho de trabalhar na GM em 1970. ¨Foi um período muito bom e de saudades¨, lembra Alfredo, contando que participou do GMEC (antiga ADC General Motors) promovendo eventos esportivos na empresa.


Em 1972, através de amigos que além de funcionários cuidavam das atividades esportivas, foi convidado à se transferir para a Embraer. Lá foi ele e nesta empresa trabalhou por 42 anos.
Apaixonado pelos esportes, Alfredo participou ativamente da vida esportiva sendo dirigente da Associação Desportiva Classista da Embraer, organizando equipes para a disputa dos memoráveis Jogos das Industrias e preparando novos valores para as atividades esportivas. Foi um dos criadores da escolinha de futebol da empresa, e diz não esquecer ¨quando levava meus filhos, com 5 ou 6 anos de idade para praticar esporte no clube. De lá saíram com 18 anos, formados¨, conclui.


Alfredo orgulha-se em contar que alguns jovens, hoje pelo mundo, tiveram sua iniciação nesse trabalho de base. ¨Alguns são craques em outros países, mas aqueles que não conseguiram realizar esse sonho cresceram homens honrados, de bem, de caráter e são chefes de famílias exemplares. Quando nos encontramos agradecem pela atenção dada naquele momento de definição de vida¨.
Agora aposentado da Embraer, Alfredo confessa que tem um grande sonho: Continuar trabalhando com crianças na área do futebol e futsal.

¨Estou me preparando para trabalhar mais pelo esporte¨, diz ele que é Diretor de Bem-estar na APVE – Associação de Pioneiros e Veteranos da EMBRAER.

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